5 filtros midiáticos que manipulam a opinião pública

5 filtros midiáticos que manipulam a opinião pública

As plataformas de mídia alternativas, como o caso da Netflix, se tornaram tão populares que levaram a TV convencional à segundo plano. Porém, essa não é uma realidade homogênea.

Segundo a “Pesquisa Brasileira de Mídia 2016 – Hábitos de Consumo de Mídia pela População Brasileira”, quase 90% dos brasileiros se informam pela televisão sobre o que acontece no país, sendo 63% os que têm na TV o principal meio de informação.

Dados preocupantes, pois a mídia pode sim agir de modo manipulador e, através disso, alimentar o senso comum. Algo plausível de explicar o fenômeno “Bolsonaro 2018”.

No livro A Manipulação do Público, em coautoria com Edward S. Herman, Noam Chomsky; linguista; filósofo e ativista político, aborda esse tema com profundidade e apresenta um modelo de propaganda utilizado pelos meios de comunicação de massa.

A abordagem de Chomsky, contrapõe a noção de que a mídia trabalha como monitoramento do poder político, de servir e informar o público, a fim de promover um engajamento popular no processo político.

Ao contrário do que se imagina, a mídia manufatura nosso consentimento.

Em outras palavras, a democracia é encenada com a ajuda da mídia que funciona como máquina de propaganda.

Segundo o modelo de Chomsky, a mídia opera através de 5 filtros:

Os 5 filtros midiáticos os quais nos manipulam

1. PROPRIEDADE: As firmas de mídia de massa são grandes corporações. Muitas vezes, são parte de conglomerados ainda maiores com uma única finalidade: lucrar. O que deixa o jornalismo crítico em segundo lugar entre as prioridades do interesse corporativo.

2. FINANCIAMENTO:  A mídia custa muito mais do que os consumidores jamais vão pagar. Então, quem financia a propaganda? Anunciantes que pagam pelo público. Ou seja, a mídia não está apenas vendendo seu conteúdo, mas sim, você.

3. FONTE: Como é administrada a mídia? O jornalismo não pode monitorar o poder, porque esse mesmo sistema incentiva a cumplicidade. Governos, corporações, grandes instituições influenciam a narrativa das notícias. Ou seja, são eles que fornecem para a mídia os furos de notícia, fontes oficiais e até entrevistas com “especialistas”. Se fazendo cruciais para o processo jornalístico. O que garante uma certeza: Se você quiser desafiar o poder, será empurrado para a margem.

4. PRESSÃO: Quando a narrativa é inconveniente para os que estão no poder, vários grupos de pressão atuam em empresas dos meios de comunicação. Como uma chantagem velada, para que os grandes meios de comunicação jamais saiam de uma linha editorial consoante com seus interesses.

5. NORMATIVO: Para manufaturar um consenso, é preciso de um inimigo – um alvo. Quem são eles? Comunistas, imigrantes, terroristas, entre outros. A ideia de um inimigo em comum, um monstro para se temer, ajuda a encurralar a opinião pública.

Confira abaixo uma animação produzida pela TV Al Jazeera, que esclarece esse grande processo midiático como principal produtor do senso comum.

Essa grande teoria foi testada empiricamente por Chomsky e Herman, a qual é baseada em causas econômicas e estruturais; não apenas como fruto de uma conspiração criada por pessoas contra a sociedade.

 

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