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As Diabruras de Quick e Flupke – Crítica

As Diabruras de Quick e Flupke - Crítica

As Diabruras de Quick e Flupke - Crítica

O belga Georges Prosper Remi (1907-1983), mais conhecido como Hergé, é famoso por ter criado o jornalista Tintim. Mas a mente criativa dele não se limita às longas histórias do repórter investigador.

As Diabruras de Quick e Flupke traz personagens igualmente amáveis, apesar de mais travessos. E eles ganharam uma edição especial para o mercado brasileiro que foi lançada pela Globo Livros Graphics. São 184 páginas de diversão, com tirinhas que oferecem qualidade no conteúdo e também na parte visual, já que o livro tem capa dura e é todo colorido.

As diabruras de Quick e Flupke

Os garotos travessos ganharam sua primeira tira em 1930, no jornal Le Petit Vingtième, suplemento infantil semanal do jornal belga e católico Le Vingtième Siècle. Mas, diferente do que esperamos de uma publicação politicamente correta, Hergé entrega histórias cheias de inocência e ao mesmo tempo instauradas no caos.

Quick é um garoto levado, valente, que quer sempre sair por cima de todas as situações. Flupke vai em sua onda e embarca em suas ideias e aventuras. Quase sempre eles acabam se dando mal, apanham ou quebram alguma coisa. E é aí que o policial Nº 15 (com traços estilo Charlie Chaplin, também semelhante aos detetives da série Tintim) entra em ação para acabar com a brincadeira dos meninos.

As Diabruras de Quick e Flupke - Crítica

As histórias nos fazem mergulhar em um mar de nostalgia e lembrar de como éramos inventivos durante a infância. Principalmente, ao bolar planos para se dar bem em qualquer situação ou simplesmente para aprontar alguma pelas ruas ou em casa. A leitura é leve e fácil. São histórias de duas páginas cada.

Você lê e nem sente o tempo passar. Navega naquele mar de diversão que é a vida de duas crianças endiabradas pelas ruas de Bruxelas, a capital belga. O local onde se passam as histórias, porém, pouco importa. A experiência da leitura consegue perpetuar sua mensagem de ingenuidade para qualquer parte do mundo, principalmente no Brasil, onde as crianças exalam criatividade.

As Diabruras de Quick e Flupke - Crítica

O desenho de Hergé, que inventou o traço ligne claire (linha clara), traz imagens nítidas e simples. Um estilo que conquistou muitos ilustradores europeus e até inspirou outras publicações famosas como Onde Está Wally? (de Martin Handford).

Originalmente, a série foi publicada em preto e branco. Passou a ser colorida apenas depois da Segunda Guerra Mundial. E são algumas das republicações coloridas das tirinhas que ganharam uma edição brasileira, inicialmente compiladas como “Volume 1”. Uma sequência, o “Volume 2”, está previsto para chegar nas livrarias em 2014.

As Diabruras de Quick e Flupke - Crítica

Reza a lenda que Quick e Flupke foram personagens criados às pressas por Hergé (talvez por isso o nome Quick?). Histórias dizem que seus colegas de trabalho do jornal Le Vingtième Siècle fizeram uma “brincadeira” ao notificarem os leitores sobre uma nova série em quadrinhos enquanto ele estava de férias.

Quando voltou a trabalhar, teve poucos dias para criar os personagens e as primeiras histórias. Suas lembranças de infância, referências da cultura pop e filmes como Charlie Chaplin resultaram nesta maravilhosa obra.

Nota: 5/5

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Ficha

capa.pdf

Título: As diabruras de Quick e Flupke – Vol. 1
Autor: Hergé
Gênero: Graphic novel
Tradutor: André Telles
Páginas: 184
Formato: 21 x 28 cm
ISBN: 978-85-250-5417-3
Preço: R$ 39,90

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Jornalista, co-fundador do Geekness. Foi editor do GamesBrasil, TechGuru e BABOO e repórter das revistas MOVIE, EGW e Nintendo World. Curta o Geekness no Facebook!