Tirinha ‘De Bandeja’ explica diferença social entre duas pessoas

Tirinha 'On a Plate' explica diferença social entre duas famílias

O ilustrador australiano Toby Morris fez este quadrinho maravilhoso que explica um pouco sobre diferença social. Coisa que acontece comumente no Brasil, onde alguns tem oportunidades e muitos outros não.

Explica, com dois exemplos, a diferença de estrutura familiar e educacional de famílias distintas, e discorre sobre o assunto de uma forma bem clara e didática.

Serve para jogar uma pá de cal em quem acredita na tal “meritocracia”.

“On a Plate” (“De bandeja”, em tradução livre) foi traduzido pelo pessoal do catavento*.

Diferença social, por Toby Morris

On-a-Plate-(1) On-a-Plate-(2) On-a-Plate-(3) On-a-Plate-(4)
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  • Luiz Felipe

    Isso não chega nem perto da realidade. Não sou um “meritocrata”, apenas um realísta….
    Meu pai nasceu no interior, se envolveu com criminosos, e aliás, era um deles.
    Mas se esforçou e mudou de vida, ele nem sequer frequentou a escola após a 4° série. Mas ele fez suas próprias oportunidades. Não somos ricos, mas também não somos pobres.
    Ta, ai dizem que era mais fácil antigamente.

    Vou dar um exemplo atual, e também sobre minha família: Minhas duas irmãs, elas tiveram as mesmas chances, afinal nasceram e foram criadas juntas…

    Minha irmã mais velha fez alguma coisa de sua vida, criou suas oportunidades e hoje é dona de uma empresa online.
    Minha irmã mais nova não quis nada com a vida, nunca buscou uma oportunidade. E hoje é caixa em um supermercado ali da esquina.

    Mais um exemplo: O primo de meu pai ganhou na loteria(quer oportunidade melhor que essa?), ele faliu. ‘-‘

    Você acha que quando os pais desse garoto chamou um professor particular, ele ganhou o conhecimento de bandeja? Ou decidiu estudar mais?
    Se fosse um cara que não quer nada com a vida, estaria sendo sustentado pelos pais, e não teria estudado como ele fez.

    Se a pessoa quiser, cria suas próprias oportunidades.

  • Andre Vieira

    That’s what i call: “coitadismo”

  • Anielle

    Você não pode usar suas experiências pessoais como parâmetro do que acontece ou deve acontecer na sociedade. Para sua afirmação ser válida esse mesmo fato deve ser observado em boa parte dessa mesma sociedade. Pare de achar que o que acontece com você ou com seus parentes e amigos é regra para o resto do mundo. Se você parar para refletir sobre a sua fala e o que os quadrinhos querem passar, verás que não entendeste nada. Estude mais!

  • Naruto Uzumaki

    “Don’t cry no more…”

  • Luiz Felipe

    Anielle, sabes o que significa exemplo? Vou lhe dizer o que NÃO significa: “Todos os caso em todos os acontecimentos”.
    Portanto, sua falácia de “Pare de achar que o que acontece com você ou com seus parentes e amigos é regra para o resto do mundo.” nem sequer tem uma base.

    Enquanto minha análise, é diante fatos e não opinião pessoal.
    Realmente existe algumas pessoas que é simplesmente impossível que ela tenha um bom futuro, graças a sua família destruir a chances desse alguém, ou algo parecido.
    E existem pessoas que só são ricos graças aos pais que o sustenta e basicamente tal pessoa não trabalha.
    Mas estas são excessões e não a regra. A regra é que as pessoas são, o que elas se fazem ser.

    =================
    Enquanto a tirinha, no caso do garoto me mostrou que ele tinha pais dedicados. E que o mesmo se esforçou para ser o que era hoje.
    E no caso da garota, é uma situação bem forçada. Mas não me refiro a ela ter tido uma vida difícil rara de acontecer com alguém…
    Me refiro a tal situação difícil ser forçada além dos padrões da realidade…Por exemplo: Ela estudava até mesmo lavando a louça e ainda sim não conseguiu uma boa profissão? Sem ofensas a personagem fictícia, mas ela me parece, digamos “incapaz”.
    Mas como falei, é uma situação forçada…

    E quando o pai dela estava doente…Ela precisava necessariamente ficar 24H olhando e cuidando dele, a ponto de não sobrar 3 segundos por dia para ela estudar? Bom, outra vez sem ofensas a personagem, mas ela me pareceu preguiçosa, e só precisou de uma desculpa.
    Pelo menos em este momento, mas como disse vai além dos padrões da realidade.

    Boa noite.

  • Jhon Sales

    Meritocracia (do latim meritum, “mérito” e do sufixo grego antigo κρατία (-cracía), “poder”)

    Latim com grego antigo só poderia resultar um termo de difícil compreensão, a tirinha com alguns movimentos toscos como olhos do tipo pisca-pisca e expressões alegres e tristes realmente chama a atenção para o artista e seu mundo.

    Referente ao texto: as chances nãos são iguais e nem parecidas, para Richard em relação à Paula, não seriam
    iguais nem para gêmeos idênticos que dirá para estranhos que só se encontraram no final da tirinha.

    Continuando… O que me intrigou logo de cara é entendimento do que viria a ser uma vida OK? Continuei
    lendo é percebi que a vida ok do autor seria uma vida mais abastada financeiramente e intelectualmente falando, os pais de Richard são ok por terem condições de preparam o filho para o mundo, enquanto aos pais de Paula nem tanto. O autor procura resumir o período de preparação para a vida de duas pessoas diferentes
    e tenta mostrar ou induzir, entenda como achar melhor, que a vida proporciona mais oportunidades para uns e não proporciona as mesmas oportunidades para outros. E que no final o bem sucedido Richard só se tornou bem sucedido pelo apoio dos pais enquanto Paula sem esse ficou com rabiscos pretos pisca-pisca sobre a cabeça baixa e expressão de infelicidade ao entregar de bandeja os biscoitos a Richard que se gabava trabalhar.

    Em resumo essa tirinha quer induzir a alguma coisa, uma coisa que até hoje não compreendi bem, parece
    que estão condenando o mérito das pessoas, pela diferença de oportunidades, no caso de Richard o mérito é familiar, tanto dele que estudou quanto dos pais que proporcionaram as melhores condições para isso.

    Quanto a Paula o mérito é a própria luta, mérito por cuidar do pai doente, mérito por correr atrás das oportunidades ela mesma.

    A minha modesta opinião sobre esse assunto: quem escreve essas coisas deve ser um tremendo invejoso,
    estou me referindo ao autor mesmo, esse pobrezinho que fez as tirinhas pisca-pisca. Embrulha-me o estomago imaginar que o mérito seja ele qual for possa ser julgado toscamente dessa forma, fico imaginando que só um vagabundo, preguiçoso e invejoso, filho de papai poderia ter esse tipo de ideia. Pois quem escreveu isso não foi nem o Richard e nem a Paula.

    Reforçando: só na mente de um super-invejoso passa a ideia que na selva só existirão os leões, e que os outros animais não são felizes, pois só o leão tem as condições necessárias para ser feliz, para concluir meritocracia ao pé da letra é poder pelo mérito, exemplo vence um combate quem for mais preparado, melhor armado e sortudo. Se fosse o contrário como seria possível vencer?

  • Eduardo Veríssimo

    As experiências do cara não valem, mas um monte de histórias anedóticas em forma de quadrinhos valem. Quanta argumentação contra seu próprio ponto, não?

  • mark

    Putz… Ninguém entendeu a
    história ou que o autor queria transmitir com ela…Falta de interpretação de
    texto e uma análise mais profundo da sociedade como um todo…Triste…MAIS
    EDUCAÇÂO E MENOS DEUS!!!

  • Jhon Sales

    Seja mais claro. O que deveríamos entender? Que esse ataque tosco ao poder do mérito é para dar chance ao socialismo falido? Menos religião para mais pseudo intelectuais surgirem a fim de requentar e engrossar esse caldo esquerdista?

    Já que pediu vamos fazer uma análise mais profunda da sociedade como um todo, o Brasil hoje é uma
    democracia capitalista (a nossa presidente comunista disse em discurso ter defendido isso, mas tudo bem ela não costuma falar a verdade mesmo), o cristianismo é à base da sociedade ocidental.

    Tem gente que defende o socialismo que só funcionou e funciona em algumas tribos indígenas, nunca e tarde para lembrar que a maioria dessas tribos sofreu o extermínio literalmente, tem gente
    que nem faz ideia do que seria viver em uma sociedade socialista, mas mesmo assim defende o socialismo como a salvação do mundo contra o capitalismo, realmente isso me intriga muito, por qual motivo as pessoas socialistas, que não vivem em um país socialista e nunca viveram não se imaginam em uma sociedade sem Coca-Cola, sem Mc Donald, sem filmes de Hollywood, entre outras coisas.

    Você está certo em uma coisa para criticar e defender mudanças devermos se mais profundos, ter consciência das coisas como elas são, para assim mudar o que esta ruim. Vou escrever um
    exemplo prático: se imagine dentro da casa onde você foi criado a vida toda, agora faça uma viagem, pode ser para qualquer lugar que queira ir, será que você, transcorrido um determinado tempo, não iria sentir saudade da sua casa e das pessoas com quem conviveu? Perceba que vivemos no capitalismo democrático, a maioria das pessoas a nossa volta são cristãs, temos laços culturais profundos para mudar tudo isso talvez seja necessárias várias gerações.

    Se você entendeu que essa tirinha tinha a intenção de fazer uma análise profunda da sociedade parabéns você realmente é especial, o que eu entendi não chega nem perto do seu entendimento profundo, só entendi que quando a esquerda chega ao poder ela não gosta de opiniões contrárias e parte logo para o ataque com foco único de se manter no poder pelo poder, uma forma de atacar e tentar dividir a opinião pública.

    O melhor caminho é defender a família, lutando dentro da legalidade para melhorar as condições dos
    filhos, depois a escola, e por último a sociedade como um todo.

  • Luiz Felipe

    Tio Mark, concordo com o fato de que os milhões que giram em volta das religiões, seria muito melhor se fosse utilizado na educação.
    Mas isso não tem nada a ver com o assunto, você nem sequer utilizou argumentos para refutar nada. Você basicamente usou uma falácia por não saber defender seu ponto.
    Basicamente você defende algo que não sabe explicar por que você considera “certo”.

    Você simplesmente disse: “Estou certo e pronto”. E caso você seja ateu como presumo que seja, isso é hipocrisia!

    E a estórinha de conto de fadas que o autor fez, não é a realidade em sua volta. Quer provar algo? Utilize fatos, e não algo que surgiu do nada em sua mente, sem nem sequer ter uma lógica.

    Boa tarde. E por favor, não seja um alienado.

  • Rafael de Aquino

    Muito interessante essa tirinha.

    Ilustra situações corriqueiras na sociedade em que vivemos, onde – devido a grande desigualdade social – algumas camadas da sociedade precisam lutar muito para conquistar o que algumas poucas pessoas já possuem de berço, nadando contra toda uma corrente contrária que as empurra para permanecerem no mesmo lugar.
    Isso está longe de ser justo. É fato que com muito sacrifício é possível mudar esse cenário, mas também é fato que nossa sociedade, dita meritocrática, precisa de uma massa explorada para se manter em pé.

  • jow

    tirinha bizarra, a desigualdade existe e massacra muita gente, mas a tirinha passa a visão de que só pq uma pessoa tem uma condição melhor ela não precisou de batalhar, ridículo isso…

  • Rod

    Essa é a sua interpretação. A tirinha mostra sim o rapaz se aplicando e se esforçando e estudando muito! A grande questão é ele não reconhecer a ajuda que teve a vida toda e o pensamento que quase todos tem que um só depende dele mesmo e do seu esforço para o sucesso.

  • alex rodrigues

    Concordo com você e ainda friso o seguinte, não basta a oportunidade é necessário saber fazer escolhas.

  • winglia

    Essa tirinha nos ajuda a saber que nem todas, que a desigualdade existe mesmo e como o jow falou massacra muita gente !!! : <

  • Carlos Jorge Martins

    No Brasil era assim.

  • ainda é!

  • Jarbas Similevinsk

    Parece-me que a historinha é uma crítica ao preconceito do Richard (e, por extensão, dos que se julgam portadores de Mérito, com ou sem razão), e não à Meritocracia.

    Desconfio que Richard não é tão competente quanto pensa, pois estudou tanto para acabar tropeçando num preconceito vulgar. Pior, escora-se nesse preconceito para melhorar a própria auto-estima (que não deve estar muito alta). Ele necessita empurrar as pessoas “sem mérito” para baixo, única forma de manter sua cabeça mais alta do que a desses sem-mérito, que teimam em não se ajoelhar aos seus pés.

    Quem tem mérito não teme concorrência. Pelo contrário, concorrência é para essas pessoas uma coisa altamente estimulante. Uma pessoa que se diz portadora de Méritos e que se preocupa com pessoas “sem mérito”, é muito suspeita. Suspeita-se que não tem realmente méritos, mas apenas “títulos” (diploma, contatos, ajuda do papai, etc.). Um João-Ninguém pode humilhar um Filho-do-Papai que tem títulos mas não tem méritos. Esse João-Ninguém pode mostrar competência (conseguida sabe-se lá onde) numa situação em que o Filho-do-Papai estava pondo tudo a perder.

    Aqui no Brasil, o que os privilegiados (melhor dizer privileijados, pois querem “facilidades” só justificáveis para deficientes) defendem, na verdade, é a Titulocracia, e não a Meritocracia. Só quem tem méritos comprovados na prática (tenham ou não títulos que “comprovem” essa competência) defende de fato o Mérito (e não se preocupam com a concorrência, real ou imaginária).

  • Diogo

    Estorinha cretina.

  • Priscila Fischer

    Luiz Felipe, a questão não é só administrar o tempo, fazer escolhas certas e se dedicar a elas com compromisso. Se fosse assim seria simples. Também tem o fator de base estrutural e emocional envolvidos. Uma pessoa que é forçada a se virar sozinha a vida toda e precisa cuidar dos outros está emocionalmente esgotada. Geralmente estão muito sozinhas, apesar de terem um batalhão de gente em volta. O estresse e o risco de depressão são muito maiores nesses casos, sem tratamento adequado.

    Muitas das vezes a família não é bem estruturada, pessoas com vícios, ou os pais trabalham em mais de um emprego e o filho fica à mercê da rua, tendo orientações equivocadas. Talvez esse pai doente também seja uma pessoa sabotadora, que exija atenção o tempo todo e que diga que lugar de pobre é servindo. E ela se sinta numa prisão, num beco sem saída, porque além do trabalho braçal ainda é obrigada a aturar o negativismo dos outros o tempo todo. De tanto ouvir se torna verdade. Não que pessoas de famílias mais abastadas também não possam ser reféns de chantagens emocionais, mas em geral é muito mais complicado para quem é pobre. Para o pobre que tem um pouquinho de discernimento não há válvula de escape em um caso desses. E chovem situações assim.

    Ainda tem a questão dos contatos e experiências de vida. Às vezes uma pessoa de família humilde se esforçou, estudou, demonstra talento e responsabilidade com o trabalho, recebe até elogios. Mas na hora de uma promoção ou de ser efetivado em um emprego que era temporário esbarra com um concorrente com as mesmas competências, mas que tem como vantagem a rede de conhecidos que vem desde aquela escola de alto nível na infância. Viaja e frequenta lugares bacanas, caros demais para a pessoa de origem simples que, apesar de ganhar o mesmo salário que ele, tem como despesas fixas o sustento da casa, responsabilidade com pais doentes ou irmãos mais novos. Enquanto o cara classe média tem o salário todo só para si e, por mais que o pai não mais lhe ajude, isso já configura uma imensa vantagem.

    Claro que algumas pessoas conseguem incrivelmente transpor essas barreiras, mas não é a regra. A meritocracia não considera essas questões que fazem toda a diferença e estão muito além de simples escolhas, compromisso e determinação. A verdade sempre será relativa.

  • Rukasu

    Só porque você não entendeu o objetivo da tirinha “Richard”?

  • gustavo

    Acho Vc estar urinando fora do pinico. Como esta no título, o quadrinho fala das diferenças sociais e da falta de oportunidades, que são tão escassas para quem vive no infra-mundo. E o acesso ao mundo das oportunidades é para quem tem privilégios, que aqui no Brasil chamam de “méritos”.