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The Evil Within – Crítica

The Evil Within - Crítica

Shinji Mikami, o criador de Resident Evil, embarcou em um novo projeto (segundo o próprio, o último) em parceria com a Bethesda, de Skyrim, e nós brindou com The Evil Within, o novo game de survival horror que quer trazer de volta o medo, o terror, o pânico que os gamers pediam tanto. Mas será que o jogo consegue realmente resgatar as raízes do verdadeiro estilo aterrorizante que Shinji ajudou a estabelecer com o seu game de 1996 para a Capcom? Vejamos.

The Evil Within tinha a missão de resgatar o gênero survival horror perdido em algumas franquias que focaram na ação e podemos definir o game em duas palavras: tensão e agonia. Com esses ingredientes como base, o suspense e o terror estão de volta e você deve ter em mente que sair atirando para matar a vontade, nem sempre é um bom negócio.

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A escassez de munições e de objetos letais para o enfrentamento aliado aos perigos que os monstros provocam no personagem, tendem a pesar na escolha de como eliminar ou não o seu oponente. Assim, você pode utilizar técnicas diferentes durante sua jornada, como combate corpo a corpo ou matar no modo stealth (sorrateiramente, furtivamente), pois alguns inimigos são indestrutíveis, ou seja, fugir alucinadamente é uma das escolhas mais sensatas ao longo do jogo.

Isso traz uma imersão de tensão que a muito tempo não se via e, conforme o desenrolar de alguns capítulos, você vai ficando agoniado, esperando alguma coisa surgir nas sombras ou nos cantos de algum lugar escuro. Todo esse clima de tensão, resgata as origens dos clássicos do gênero, que por muito tempo ficou focado na ação em busca de novos jogadores, mas que literalmente não deu certo com várias críticas ferrenhas ao estilo survival action, embora alguns bons games tenham nascidos deste gênero.

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The Evil Within bebe claramente da fonte dos primeiros Resident Evil e Silent Hill, inclusive tem uma cena no início do game que faz uma referência clássica ao primeiro Resident Evil. Os monstros deformados fisicamente com aquela aparição horrenda e o surgimento de manequins demoníacos, são os fortes indícios da fonte de Silent Hill.

O foco do game não é a ação em si, mas na sobrevivência do detetive Sebastian Castellanos e seus parceiros Joseph Oda e Julie Kidman, que vão investigar o desaparecimento de várias unidades no Hospital Memorial de Beacon e lá encontram vários policiais e pacientes mortos e um estranho incidente coloca à prova a sanidade mental de Sebastian.

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Este é ponto inicial do game e a jornada de sobrevivência do detetive, onde lugares escuros, criaturas horripilantes surgem no intuito de matar, sussurros e gemidos assustadores ecoam pelos corredores, deixam o jogador tenso em dar um passo a frente, sem ter a certeza se a cada porta aberta, sairá com vida do local.

A jogabilidade de The Evil Within segue a linha dos gêneros de survival horror e os botões de ação estão bem delineados na hora da jogatina e não é preciso nenhum movimento mirabolante para que as ações tenham o efeito desejado no personagem.

O sistema de upgrade é simples e eficiente, agradando na praticidade de evoluir armas e habilidades. Portanto só é permitido esses upgrades em uma sala específica de cada capítulo, ou seja: vasculhar bem cada canto dos cenários, conta e muito durante o game.

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Os inimigos estão mais fortes e com uma IA bem interessante (alguns são indestrutíveis e não adianta ficar desperdiçando munição), para não sair atirando desesperadamente e ficar sem munição, já que é um item realmente raro no jogo. Quando você estiver armado, busque sempre o headshot e saia com êxito dos perigos que forem surgindo no caminho de Sebastian.

Outra dica importante é a utilização de armas que os inimigos carregam que você pode pegar e com elas o golpe é 100% certeiro de morte. Utilizando tochas, machados e facas. Saiba encontra-los e não desperdiça-los. São muito úteis e economizam as suas munições.

Mas nem tudo é maravilhoso em The Evil Within, a mira de Sebastian é falha e seu design não agradou. O sistema de mira poderia seguir o estilo de Resident Evil 4, que funciona perfeitamente com a mecânica do jogo em si, mas essa não é uma realidade em The Evil Within.

Jogamos a versão para PS4 e os gráficos não chegam a empolgar para quem espera um jogo da nova geração. Esse detalhe para alguns gamers, não chega realmente a ser muito influente na jogabilidade e de fato não é, mas os donos de consoles da nova geração se sentem um pouco frustrados pelo poderio gráfico atual desperdiçado. Mas não tira a diversão e os sustos que o game proporciona ao longo de várias horas de jogatina, com muitas mortes dilacerantes e nojentas, sendo um prato feito para os amantes do gênero. Um brinde a Shinji Mikami!

The Evil Within foi lançado no dia 14 de outubro deste ano para Xbox One, PlayStation 4, Xbox 360, PlayStation 3 e PC,

Nota: 4/5

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The Evil Within

Desenvolvedora: Tango Gameworks
Editora: Bethesda
Plataforma: PlayStation 4, Xbox One, PlayStation 3, Xbox 360 e PC.
Gênero: Survival Horror.
Data de Lançamento: 14/10/2014.

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Nerd, Gamer e Botafoguense. Sonha viver em Skyrim e passar férias em Raccoon City antes que a Matrix seja desplugada.