Críticas

Final Fantasy XIV – A Realm Reborn – Crítica

Final Fantasy XIV - A Realm Reborn – Crítica

Final Fantasy XIV – A Realm Reborn já pode entrar para a galeria dos maiores pedidos públicos de desculpas que uma empresa já fez. Até o momento, as desculpas foram (muito bem) aceitas.

Lançado em 2010, Final Fantasy XIV foi um fracasso. O jogo nem saiu da sua versão PC e, pouco mais de um ano depois do lançamento, um evento ingame selou o fim dos serviços do MMO e o anunciou um novo título, inicialmente chamado de Final Fantasy XIV 2.0 e depois lançado como Final Fantasy XIV: A Realm Reborn. O jogo resgata diversos elementos da série que estávamos desesperados para rever e que sumiram ou foram mal utilizados nos últimos três títulos da franquia.

Começamos com uma incrível abertura, o que automaticamente nos teleporta para os primeiros segundos de Liberi Fatali. A mesma energia, a mesma surpresa com os gráficos e a maravilhosa (e saudosa) trilha do Nobuo Uematsu, que finalmente retornou à série depois de alguns anos.

Final-Fantasy-XIV-2

A parte mais importante para um jogador de RPG, que gosta de interpretar é definitivamente a criação do personagem. Neste ponto, a profundidade na edição visual é incrível. Para quem curte edições demoradas é um prato cheio.

Após criar o personagem, o jogador é inserido em uma das três cidades iniciais e é submetido a algumas quests de introdução. Para jogadores mais experientes pode ser um pouco chato, mas é necessário conhecer a cidade e os principais locais que utilizará bastante durante a aventura.

Tudo se passa no continente de Eorzea, que tem cenários incrivelmente bonitos. A quantidade de detalhes e as mudanças climáticas foram trabalhadas com muito cuidado, excelente para tirar aquela screenshot e mostrar aos amigos.

Os mapas são grandes, mas como todo bom MMO, existem os teleportes que, no caso do Final Fantasy, não poderiam ser algo diferente de um cristal — cristais estão de volta, yeah! Não dá para dizer, entretanto, que sejam gráficos dignos de nextgen. No entanto, mais polígonos não necessariamente resultam em um game mais bonito e acessível à plataformas menos providas de hardware.

Final-Fantasy-XIV-3

Existem diversas formas de evoluir o seu personagem. Para os amantes do “grind”, diversos tipos de monstros estarão à sua espera. Para os mais fiéis ao modelo Final Fantasy de ser, temos a história principal, com um roteiro clássico de títulos antigos da série.

A trama possui um perfil bem mais single player, pois a maioria das missões só podem ser feitas sozinho. É aquele momento em que o jogador pode curtir uma história complexa de Final Fantasy mesmo dentro de um MMO.

Temos também as side quests, que se resumem ao modelo tradicional do gênero: pegue algo, leve até algum lugar, mate monstros, ganhe itens e experiência; e as duties, missões que podem ser repetidas à exaustão e que incluem dungeons e bosses enfrentados anteriormente na história principal.

Paralelas às quests, existem as “fates”: eventos aleatórios que acontecem de tempos em tempos em todo o mapa. São pequenas missões que dão boas quantias de experiência, o que atrai vários jogadores sempre que aparecem. O sistema de batalha foi completamente adaptado para as diferentes plataformas. Seja no PC ou no console, nenhum jogador terá vantagem sobre outro, o que deixa o “cross-multiplayer” justo e divertido.

Final-Fantasy-XIV-4

Uma das coisas mais legais no sistema de batalhas é poder usar o seu chocobo como companheiro, cuja progressão pode ter como foco healer, tanker ou melee, transformando-o de mascote em personagem. É possivel jogar com qualquer uma das classes disponíveis no jogo, bastando trocar o tipo de equipamento. Além da praticidade, algumas habilidades podem ser reaproveitadas em outras classes, tornando o personagem híbrido no que se diz respeito à sua configuração.

É possivel notar um problema que a Square precisará resolver no futuro: como as dungeons de fim de jogo perdem em balanceamento de recompensas para as fates, o game tende a ficar cada vez mais com um perfil “grindy”. Como isso será resolvido, só saberemos no futuro.

Há diversos tipos de profissões, modificadores de dificuldade, história robusta, cenários magníficos e uma imensa gama de coisas para fazer quando o jogo termina. Final Fantasy XIV é um jogo que ainda promete grandes coisas para o futuro e, como fã da série, estou feliz e confiante nos novos rumos que a Square sugere tomar.

Nota: 4/5

4estrelas

Final_Fantasy_XIV,_A_Realm_Reborn_box_cover

Final Fantasy XIV – A Realm Reborn

Desenvolvedora: Square Enix
Editora: Square Enix
Gênero: MMORPG
Plataformas: PC, PlayStation 3, PlayStation 4
Lançamento: 14 de abril de 2014 (PS4)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Categorias
CríticasCríticas de GamesDestaqueGamesNews

Baiano de nascença, paulistano por opção, desenvolvedor de games por paixão.