Arte

Gatos na arte: felinos representados muito antes da Internet

Você há de concordar comigo que nenhum outro animal cativou tanto a Internet quanto o gato. No entanto, as imagens dos pequenos felinos não se tornaram populares com as mídias sociais; essas representações têm sido um gancho artístico desde a antiguidade.

Os humanos são fascinados por essas criaturas elegantes, independentes e de personalidade forte há aproximadamente 9.500 anos.

Egípcios, chineses, franceses e japoneses já representavam essa admiração através da arte. De pinturas antigas ao design gráfico, provam que os gatos têm roubado a cena por séculos.

Aqui você pode explorar um pouco sobre o papel desses felinos na história da arte, e apreciar os movimentos e gêneros que os representaram.

Gatos na arte: felinos representados muito antes da Internet

Antigo Egito

Ao longo da história da arte, nenhum outro grupo retratou os gatos tão favoravelmente quanto os antigos egípcios. O companheirismo e habilidade de caça dos bichanos exerceram grande influência sobre essa civilização, que os consideravam animais sagrados, e até como deuses. Com isso, sempre os incorporavam em esculturas, pinturas em papiro e decoração de túmulos.

Desenhos e gravuras de gatos foram frequentemente apresentados em sarcófagos e nas paredes que os cercavam. Além disso, por serem considerados membros da família, quando morriam recebiam o mesmo processo de sepultamento dos humanos; eram mumificados e enterrados para que também pudessem passar para a vida após a morte.

‘Gato matando uma serpente’ do túmulo de Sennedjem (aproximadamente 1295-1213 aC)

Sarcófago do gato do príncipe Thutmose (aproximadamente 1400 aC)

O túmulo de Nebamun (aproximadamente 1400 aC)

Pinturas chinesas

Admirados pelas habilidades de caça semelhante aos leões, e suas contribuições para o controle de pragas, os gatos domesticados foram considerados animais de estimação na China por milhares de anos. Assim, na maioria das artes chinesas, os bichanos são contemplados fazendo o que fazem melhor: caçar pequenos animais e insetos, explorar os arredores, ou se enrolar para tirar uma soneca.

Devido aos seus corpos esguios, silhuetas e contornos arredondados, eles continuam sendo temas favorecidos entre pintores chineses e artistas de caligrafia.

Zhu Ling, ‘Gato preto e Narcissus’ (século 19)

Gao Cheng Mou, ’Gato observando uma borboleta’ (final do século 18)

Shen Chou, ‘Esboços da vida” (aproximadamente 1427-1509)

Xilogravuras japonesas

A xilogravura, ou Ukiyo-e (“retratos do mundo flutuante”), é uma das técnicas de arte mais antigas do Japão, executadas com tintas à base de água e talhadas em peças de madeira. Entre os temas recorrentes como a beleza feminina, os felinos também foram frequentemente representados por centenas de anos.

Muitas dessas peças mostram os gatos em simples configurações domésticas. Nessas obras, os animais são destacados, e as cenas são o foco principal. Algumas impressões exploram a relação entre os gatos e seus donos – geralmente belas figuras femininas.

Além dessas impressões representarem o cotidiano dos felinos, também os caracterizam vestidos e se comportando como pessoas. Os bichanos personificados adicionam um toque cômico na arte e na prática de Ukiyo-e.

Tagawa Hiroshige, ‘Festival Asakusa Ricefields e Torinomachil’ (1857)

Utagawa Hiroshige, ‘Gatos caminhando para comer’ (1830-1844)

Utagawa Kunimasa, ‘Mulher, Gato e Kotatsu’ (1796)

Pôsteres franceses Fin de siècle

Fin de siècle é uma expressão associada aos artistas franceses, especialmente os simbolistas , e se referem a um movimento cultural europeu, que teve papel importante no nascimento do modernismo.

Os pôsteres que representavam os dançarinos de cancan e cafés, também contemplam os felinos. Com muitos adornos, de panfletos a anúncios de chá, os gatos são retratados constantemente nesses belos pôsteres da Belle Époque.
Semelhante aos retratados nas estampas de Ukyio-e, a graciosidade dos gatos são transmitidos de várias maneiras. Em alguns, são o assunto principal, em outros simplesmente enfatizam sua domesticidade, e meiguice.

Théophile-Alexandre Steinlen, ‘Tournée du Chat Noir de Rodolphe Salis’ (1896)

Georges Meunier, ‘Papier à cigarettes Job’ (1894)

Théophile Steinlen, ‘Compagnie française des chocolats et des thés’ (1895-1900)

Arte Contemporânea

Como o próprio movimento de arte contemporânea, essas representações são ecléticas e diversas. Abrangem todos os tipos de materiais, meios e estilos, e provam que a iconografia do gato não vai acabar tão cedo.

Artista: Aja Apa-Soura

Kindergarten Die Katze na Alemanha

Artista: Emillie Ferris

Artista: Katie Ruby

Artista: JEKCA

Escultura em Istambul

Artista: Sol Tattoo

Artista: Joanna Świrska

Artista: Endre Penovc

Artista: Endre Penovc

 

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Jornalista, escreve sobre arte, cultura, comportamento, psique, política e assuntos gerais relacionados às ciências, sociedade e mundo geek.