6 livros de ficção científica que todo o geek precisa ler

6 livros de ficção científica que todo o geek precisa ler

Os nerds são uma espécie fascinante que se espalha e prolifera em diversas áreas do conhecimento. Alguns são praticamente paladinos modernos, aficionados por todo o tipo de fantasia medieval. Outros mergulham na cultura oriental e saem lendo tudo de trás pra frente, imitando jutsus e outros marcos da cultura nipônica. Mas, hoje, vamos tratar daqueles nerds obcecados pela ciência, pelas implicações humanas da robotização, pelos delírios na realidade virtual e pelas incursões tripuladas ao espaço desconhecido.

Alguns são obrigatórios na estante (ou no Kindle!) de qualquer geek. Confira seis livros de ficção científica que são mais do que essenciais, mas não se esqueça de deixar nos comentários os livros que marcaram a sua vida e que você recomenda!

Livros de ficção científica

dune6) Duna – Frank Herbert

Alguns veteranos devem conhecer Dune 2 como um dos pioneiros jogos de RTS para computadores. O jogo, assim como o extremamente maluco filme de David Lynch, são baseados no clássico de Frank Herbert, lançado em 1965. Herbet criou um intrincado universo que gira em torno de um recurso natural valiosíssimo encontrado apenas no desértico planeta Arrakis. A estrutura de casas nobres disputa o controle desse recurso natural e uma espécie de elo entre a ficção científica e a fantasia se criou neste épico, que pode ser até meio confuso, mas obrigatório livro.

 

 

 

maquina

5) A Máquina do Tempo – H.G. Wells

Lançado em 1895, este clássico pioneiro é um dos responsáveis pela popularização do conceito da viagem do tempo na literatura de ficção científica. Mesmo sendo um dos primeiros experimentos, A Máquina do Tempo traz uma ideia bastante inovadora que não foi muito explorada em outras obras: o protagonista, que não é nomeado pelo autor, é um cientista da Era Vitoriana que consegue construir um dispositivo que o leva para o distante ano de 802.701 D.C.

Lá, o viajante encontra uma sociedade aparentemente paradisíaca de humanoides frágeis; os Eloi, incapazes de qualquer esforço físico e demasiadamente desinteressados em qualquer forma de conhecimento. Sustentando esse aparente paraíso, estão os violentos e noturnos Morlocks (se você pensou em X-Men, você é dos meus), que vivem no submundo e mantém as máquinas e indústrias necessárias para manter os Eloi vivos.

O interessante é ver como Wells trabalha bem os temas da distopia e da utopia, com o argumento de que as adversidades mantém a espécie humana sempre se superando: como os Eloi chegaram ao ápice do desenvolvimento e não precisavam mais sequer pensar para sobreviver, definharam pela inatividade.

Vale lembrar que o autor também é responsável por A Guerra dos Mundos, um clássico sobre a invasão de alienígenas à Terra que virou um fenômeno quando lido por Orson Welles no rádio com uma dramatização que pegou bastante gente desprevenida e causou pânico em massa. Ah, é, teve também o filme do Tom Cruise, mas é melhor deixar esse aí pra lá.

1984

4) 1984 – George Orwell

A distopia é um tema recorrente em obras de ficção científica e poucas são mais icônicas que a descrita por George Orwell em 1984. Lançado em 1948, o livro mostra uma sociedade na qual um regime totalitário comanda com mão de ferro todos os aspectos da vida civil. Temos a figura enigmática do Grande Irmão nos vigiando todos por meio da Teletela – um dispositivo ligado 24h por dia nas casas de todos os cidadãos, uma espécie de TV bilateral que mostra a programação do governo e, ao mesmo tempo, vigia os movimentos das pessoas e as pune até mesmo por pensar coisas contrárias ao regime.

Em tempos de Patriot Act, nos EUA, e outros duros golpes na privacidade online, não dá para não ler 1984 como uma espécie de profecia sinistra que se aproxima cada vez mais da realidade.

bladerunner

3) Andróides Sonham com Ovelhas Elétricas? – Philip K. Dick

Este livro do viajante Philip K. Dick é a inspiração por trás do clássico Blade Runner, de Ridley Scott e, apenas por isso, já seria elevado ao status de leitura obrigatória. Lançado com o instigante título de Do Androids Dream of Electric Sheep? (ou Andróides Sonham com Ovelhas Elétricas?, em tradução livre), o livro é um marco filosófico na ficção científica, com questionamentos fantásticos acerca do tema.

Uma grande inovação do livro está nos próprios androides, chamados no filme de replicantes. Apesar de serem construções biológicas indistinguíveis dos humanos, eles não possuem reações de empatia e são considerados máquinas que, caso saiam da linha, precisam ser exterminadas. Leia nossa crítica.

 

i_robot

2) Eu, Robô – Isaac Asimov

Asimov é um dos pais da ficção científica moderna. Em 1950, publicou uma antologia de contos sobre robótica que mudou a percepção da humanidade acerca da inteligência artificial. De lá, saíram as três leis da robótica, um sistema que visa proteger os humanos de seus servos biônicos. São elas:

1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por meio da inação, deixar um humano se ferir.

2ª Lei: Um robô precisa seguir ordens dadas por um humano, a menos que essas ordens entrem em conflito com a 1ª Lei.

3ª Lei: Um robô precisa proteger sua própria existência, a menos que isso entre em confronto com as duas leis anteriores.

Só de ler isso, você já está moderadamente mais inteligente e apto a discutir em uma mesa de bar sobre os princípios básicos da robotização. De nada. Agora compre o livro.

guia

1) O Guia do Mochileiro das Galáxias – Douglas Adams

Pare tudo o que você está lendo e vá buscar o Guia. Lá, você vai encontrar, em letras amigáveis, uma frase que deve te acompanhar em todos os momentos de sua vida, especialmente os mais desesperadores: Não entre em pânico.

O Guia do Mochileiro das Galáxias é o primeiro de uma série de cinco livros (alguns melhores que os outros, mas todos essenciais, que são: O Restaurante no Fim do Universo; A Vida, O Universo e Tudo Mais; Até Mais e Obrigado Pelos Peixes; e Praticamente Inofensiva) que conta a história de Arthur Dent, um homem britânico comum, sem maiores aspirações a absolutamente nada, que acaba se vendo na posição de um dos últimos sobreviventes da raça humana após a explosão do planeta.

Uma vez no espaço, ele se encontra com o maluco presidente da galáxia, Zaphod Beeblebrox, com uma antiga paixonite, Trillian, e com toda a sorte de personagens malucos no espaço, como uma vaca que se oferece para ser o jantar, um imortal que traçou como missão ofender todas as pessoas vivas no universo e uma banda (inspirada no Pink Floyd: Adams era amigo pessoal de alguns integrantes da banda) que faz um show tão alto que os músicos precisam tocar em um bunker localizado em outro planeta.

Pela premissa, você já vê que o livro não se leva muito a sério e esse talvez seja o melhor elemento do Guia. Por meio de críticas ácidas e extremamente inteligentes, sem perder o humor absurdo típico dos britânicos, Adams desconstrói os vícios e burocracias da humanidade, além da nossa comicamente infrutífera busca pelo sentido da vida, do universo e tudo mais. O livro acabou gerando uma adaptação praticamente inofensiva para o cinema, que, ainda contando com nomes de peso como Martin Freeman, Sam Rockwell, Zooey Deschannel e John Malkovich no elenco, não empolgou nem os fãs, nem a crítica. Leia mais sobre O Guia do Mochileiro das Galáxias aqui.

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