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Mad Max: brutalidade em um mundo aberto e devastado

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Mad Max: brutalidade em um mundo aberto e devastado - Crítica

Mad Max é um marco dos anos 80. George Miller nos introduziu a “terra devastada” em 1979, com o primeiro filme da série, onde Mel Gibson interpreta Max e busca nada menos do que sobrevivência e vingança.

Os anos se passaram, o filme ganhou sequências e até um remake (sensacional de bom) lançado neste ano.

Finalmente, a sueca Avalanche Studios, responsável pelo desenvolvimento dos jogos da série Just Cause, encabeçou o projeto de levar a Terra Devastada da série para os games.

Diferente do clássico jogo para NES lançado em 1990, este Mad Max apresenta um vasto e lindo (sempre há beleza no caos) mundo aberto para ser explorado.

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O game não tem relação direta com os filmes, mas começa com a mesma energia de “Estrada da Fúria”, em que Max se envolve em uma briga absurda contra Scabrous Scrotus, filho de Immortan Joe, se ferra muito e precisa resgatar o seu carro perdido, além de sobreviver ao ambiente inóspito o qual se encontra.

Chumbucket, um corcunda profético, cheio de tatuagens e bizarro, cruza o caminho com Max e logo se torna a criatura responsável pelas máquinas do protagonista. Eles partem em busca de construir um carro poderoso, o Magnum Opus – e aí se inicia a aventura do game.

O mundo aberto de Mad Max está lotado de atividades secundárias, itens a serem descobertos por exploração e um sistema de diminuição de ameaças. Significa que quanto mais acampamentos inimigos e torres de vigia você destruir, mais seguro ficarão as regiões o qual passeia.

Há um vasto pedaço de terra para ser explorado, e como Assassin’s Creed e Shadow of Mordor, há pontos de observação para destravar viagens rápidas e revelar pontos de interesse no mapa.

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As missões secundárias e exploração servem mais como bônus, pois na maioria das vezes se tornam repetitivas com o tempo. No entanto, as missões da história reservam boas surpresas e muita diversão.

A emoção de jogar Mad Max está na jogabilidade fluida unida com a excelente ambientação. Os combates são muito bem estruturados e funcionam na base de ataque e contra-ataque, com possibilidade de usar armas corpo a corpo, uma espingarda, desvios e alguns bônus: como escorar inimigos na parede, desferir habilidades especiais ou entrar em “modo fúria”, que torna Max muito mais perigoso.

Grande parte da diversão está também nos duelos sobre quatro rodas. Frequentemente você precisa entrar em combates com outros carros, em alta velocidade, e usar o máximo de artifícios possível para sair vencedor. Isso envolve a instalação de blindagens, barras de colisão, arames e até arpões no carro para enfrentar as estradas.

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Tanto o carro, quanto o próprio Max e as armas são aprimorados ao longo do jogo. Há habilidades para serem destravadas e incontáveis apetrechos para o Magnum Opus. Isso dá uma dinâmica legal para o jogo, pois quanto mais sucata você colhe ao longo da aventura, mais pode investir em novidades.

Mad Max é um jogo violento, cru e instigante. Mais ou menos como os filmes da série. E isso basta para se tornar um excelente meio de diversão.

4estrelas

Mad Max

  • mad-max-boxDesenvolvedora: Avalanche Studios
  • Editora: WB Games
  • Plataformas: PC/PS4/XONE
  • Gênero: Ação
  • Data de Lançamento: 03/09/2015

 

 

 

 

 

Leia mais sobre Mad Max.

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Flávio Croffi

Jornalista, co-fundador do Geekness. Foi editor do GamesBrasil, TechGuru e BABOO e repórter das revistas MOVIE, EGW e Nintendo World. Curta o Geekness no Facebook!