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15 melhores filmes de ação de todos os tempos

15 melhores filmes de ação de todos os tempos

De alguma forma completamente distorcida e que não deve ser levada a sério por ninguém que aspira a estudar a sétima arte a fundo, é possível dizer que a ação está na base do que é o cinema, logo após a luz e a câmera.

De forma muito menos forçada, é possível dizer que há alguma magia escondida entre bíceps inflados e explosões implausíveis. Uma pureza alcançada apenas pelos mais trogloditas dos brucutus. Uma catarse na base da porrada.

O gênero de ação passou por muitas transformações, muitos altos e baixos, mas ainda arrasta milhões de pessoas para os cinemas. No entanto, quais são os melhores filmes para habituar alguém ao gênero, como entrar nesse mundo de poucas palavras e muitos cartuchos de munição?

Quem é melhor, Schwarzenegger, Stallone ou Van Damme? Como um top 10 seria pouco para conter estes superlativos gigantes do cinema de macho, anabolizamos a lista para os 15 melhores filmes de ação da história. Confira a seguir.

Melhores filmes de ação

15 – 007 – Casino Royale (2006)

casino-royale James Bond, de certa forma, é um dos pioneiros do gênero de ação, com thrillers de espionagem que refletem tanto o jogo político quanto algumas questões sociais das décadas de 60, 70, 80 e 90. Mas, depois de se transformar em uma paródia de si mesma com Um Novo Dia Para Morrer, de 2003, a série precisava de uma injeção de frescor, que veio na forma de um Bond loiro, tosco, brucutu, sem muito polimento e inexperiente.

Depois da trilogia Bourne, a garotada esperava espiões com mais do que frases de efeito e traquitanas tecnológicas e Cassino Royale se encaixou perfeitamente no espírito da época e sedimentou a moda do pôquer no coração endurecido dos marmanjos.

14 – Máquina Mortífera (1987)

maquinamortiferaUm policial mais velho (alguns diriam velho demais para essa m****) é forçado a se juntar ao cachorro louco do departamento, resultando em algumas confusões do barulho. Isso hoje é um clichê dos mais gastos, mas Máquina Mortífera é um dos maiores e melhores expoentes buddy cop movie – em grande parte pelo carisma de Murtaugh (Danny Glover) e Riggs (Mel Gibson).

As sequências acabaram não sendo tão boas, mas o primeiro permanece como um bastião do gênero.

13 – O Grande Dragão Branco (1988)

grandedragao Existem muitos filmes melhores que O Grande Dragão Branco que ficaram de fora da lista, mas olhem com carinho para o mais perto que Van Damme chegou de uma obra prima.

De alguma forma, em sua “canastrice”, Van Damme nos entregou duas coisas que nem sabíamos que queríamos, na época: uma das melhores adaptações do conceito de um jogo de luta para o cinema (certamente melhor que Street Fighter, também com Van Damme) e, de alguma forma, uma homenagem – ou plágio – aos filmes de Bruce Lee, seja no conceito de juntar diversas artes marciais em um torneio, seja no casting brilhante de Bolo Yeung como o vilão.

12 – Operação Dragão (1973)

Operação-Dragão

Operação Dragão é um filme que só se tornaria clássico nas mãos de alguém como Bruce Lee. Um filme de ação chinês no meio de uma verdadeira enxurrada de filmes do gênero poderia passar batido, se não fosse a ambição desenfreada do mestre que orquestrou coreografias brilhantes, centradas ao redor de seu pioneiro estilo, o jeet kune do, e filosofia oriental. O filme tem estilo, e é uma bíblia de como fazer um torneio de artes marciais até hoje.

11 – A Outra Face (1997)

a-outra-faceA Outra Face é um filme que representa muito bem os excessos e a auto indulgência do cinema de ação nos anos 90, com resultados desastrosamente brilhantes. Dirigido por John Woo, que sabe fazer um tiroteio como ninguém (Fervura Máxima, de 1992, com Chow Yun Fat é uma menção honrosa de peso e provavelmente um filme melhor), este “clássico” conta com John Travolta e Nicholas Cage disputando para ver quem consegue disparar mais clichês e entregar uma performance mais grandiloquente.

No final das contas, os atores começam a imitar um ao outro: Travolta vira Cage, Cage vira Travolta. Apenas vejam isso.

10 – Warriors: Selvagens da Noite (1979)

warriorsSe existe um subgênero “filme de porrada”, Warriors é o equivalente a Cidadão Kane da categoria. A história gira em torno de uma gangue que precisa cruzar uma Nova York distópica para chegar em segurança à Coney Island, sua base. No meio do caminho encontram todas as outras gangues, que acreditam que os Warriors mataram um figurão importante. É um filme que te coloca na atmosfera, que consegue passar bem a urgência e pontua cada cena com doses cavalares de quebra pau.

9 – Rambo 2: A missão (1985)

rambo2Em muitos aspectos, Rambo: Programado para Matar (1982) é um filme bem melhor do que sua continuação. É mais cabeça, tem uma mensagem mais inteligente e é até bem menos violento. Mas quando você pensa em Rambo, dificilmente você pensa em Sylvester Stallone balbuciando um discurso político de apoio aos veteranos do Vietnã. Muito provavelmente você pensa em um cara gigantesco descarregando uma M60 com apenas uma mão e gritando.

Você pensa em um arco que dispara flechas explosivas (e você imediatamente suspende as leis da física que garantem que isso inviabilizaria o disparo das flechas). Você pensa em uma gigantesca contagem de corpos, em uma vingança contra agentes inescrupulosos da CIA ou se era, de fato, o instrutor do dojo Kobra Kai, de Karate kid, pilotando aquele helicóptero (sim, era!). Você pensa em Rambo 2. E depois você desliga o cérebro.

8 – Kill Bill Vol. 1 (2003)

kill-bill-1Quentin Tarantino mostrou seu lado mais nerd em 2003 com Kill Bill Vol. 1. Em um liquidificador, o mestre jogou todo seu amor por animes, épicos de samurais, produções dos irmãos Shaw e filmes do Bruce Lee em um liquidificador sanguinário de cultura pop e membros dilacerados.

7 – Conan, o Bárbaro (1982)

conanArnold Schwarzenegger já tinha bastante projeção no mundo do fisiculturismo e até alguns trabalhos como ator quando encarnou o herói bárbaro da Ciméria no cinema, mas com Conan, o Bárbaro a carreira do Governador – traçando destino paralelo com seus bíceps – explodiu e ele se tornou um grande astro.

Mesmo bastante diferente do Conan ágil e inteligente dos livros de Robert E. Howard, Schwarzenegger imprimiu um carisma troglodita que é completamente indissociável do personagem hoje em dia. Conan, o que é o melhor da vida? Esmagar seus inimigos, vê-los fugir para sempre e ouvir o lamento de suas mulheres. Isso é bom! ISSO É BOM!

6 – Predador (1987)

predadorSe um alienígena pousasse na Terra em 1987 com o objetivo de enfrentar o desgraçado mais casca grossa do planeta, provavelmente ele estaria no esquadrão de Dutch (Arnold Schwarzenegger) em Predador, que ainda conta com Carl Weathers, o eterno Apollo Creed de Rocky.

Um a um, os soldados vão caindo, vítimas de um monstro extremamente inteligente e armado com um dispositivo de camuflagem. Esqueça Alien Vs. Predador, o verdadeiro confronto é com o bom e velho Schwarza.

5 – RoboCop: O Policial do Futuro (1987)

robocopPaul Verhoeven é um diretor que poderia entrar várias vezes na lista, com clássicos como Vingador do Futuro e Tropas Estelares (ame ou odeie), mas RoboCop talvez seja o filme que melhor une todos os elementos trabalhados pelo diretor. De um lado, a extrema violência que enriquece a trama, traçando uma Detroit repugnante, corrupta e brutal. De outro lado, o aspecto crítico, contra a robotização das instituições, contra o poder de influência das grandes corporações e contra a glamourização da violência, que o filme mesmo adota. Esqueça o remake coxinha, o original ainda é o rei da mesa.

4 – Matrix (1999)

matrix

É difícil dizer um filme que tenha uma influência maior no cinema atual de ação do que Matrix. O super-herói, acima do herói tradicional e o revival das artes marciais pautaram quase tudo o que veio depois.

A estética marcou a moda da época em tintas cyberpunk e o roteiro de ficção científica motivou milhares de horas dedicadas a discutir o simbolismo presente no filme, isso sem contar algumas das melhores lutas e tiroteios já produzidos em todos os tempos. Clichê hoje, o efeito em câmera lenta foi uma revolução no final da década retrasada.

3 – Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida (1981)

Indiana-Jones-Caçadores-Arca-PerdidaNa esteira do sucesso que teve com Han Solo, Harrison Ford engatou outro personagem que se tornaria icônico, o arqueólogo e aventureiro Indiana Jones. Com um carisma admirável, um roteiro amarrado e cenas de ação memoráveis, Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida sobreviveu ao teste do tempo e ainda é um mapa de como realizar uma aventura extremamente divertida e com ação de tirar o fôlego. Além disso, nazistas derretem, então, isso deve contar para alguma coisa.

2 – Duro de Matar (1988)

Duro-de-MatarDuro de Matar é a prova definitiva de que o gênero de ação não precisa de contagens genocidas de corpos ou mega explosões para se destacar. O cenário é claustrofóbico, quase banal: na véspera de Natal, o tira John McLane (e se tem alguém que é tira, não policial, é ele) se vê preso dentro da torre Nakatomi Plaza com Hans Gruber e seu bando de terroristas. O que segue é uma jornada quase realista de McLane usando a sagacidade e o elemento surpresa para matar ou incapacitar um terrorista de cada vez.

Duro de Matar reescreveu o que era um filme de ação: em uma época de marombeiros inflados disparando M60s com apenas uma mão (ver: Rambo 2: A Missão), trouxe Bruce Willis, um cara normal, que vinha de uma comédia de sucesso na TV. E é, até hoje, um dos melhores filmes natalinos já feitos.

1 – Exterminador do Futuro 2: Dia do Julgamento (1991)

Exterminador-do-Futuro-2 O maior diretor do mundo se junta ao maior astro de ação do mundo para fazer o maior filme de ação do mundo. Na trilha? A maior banda do mundo. James Cameron, Arnold Schwarzenegger e, em menor escala, os Guns’n’Roses se juntaram para criar uma obra que, até hoje, não foi superada no quesito ação. Uma perseguição entre um caminhão e uma moto? Sim. Um tiroteio em um elevador? Claro. Um robô feito de metal líquido que pode assumir qualquer forma? Filho, isso não é nem a metade.

A franquia depois disso nunca mais se encontrou e até James Cameron deu umas guinadas duvidosas em sua carreira. Arnold aproveitou um pouco seu auge, mas logo entraria em decadência marcada por comédias familiares. “Exterminador do Futuro 2” serve como uma espécie de despedida de uma era, a soma de todos seus triunfos e um marco de como fazer um filme de ação.

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Jornalista, nerd, entusiasta de filmes de ação e baixista amador, não necessariamente nessa ordem. Defende que a cultura humana atingiu o auge nos anos 90 e ainda não curte jogar multiplayer online.