O poder da Geração MIMIMI

Como florescemos na era da informação, individualismo, busca e contestação

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Dizem que a geração Z é a do MIMIMI, e, dizendo isso por aí, de uma maneira ou outra jogam pra baixo a geração contemporânea. Normal. Desde a Baby Boomer até a atual, uma geração vem apontando as falhas da outra, trazendo para a discussão aquela máxima de “ah, no meu tempo era muito melhor”. Sou geração Y, por pouco, mas farei juz à geração que vem depois da minha:

Vamos deixar claro as classificações, assim: Baby boomer, X, Y e Z, sendo a primeira do pós-guerra, a X, anos 60 e 70, a Y, anos 80 e a Z 90 até a atualidade (considerando que uma nova geração vem aí a qualquer momento, isso depende de quanto o mundo se moderniza e se altera).

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Quase todos os artigos que lemos sobre a geração z, a última, a apontam e definem como solitários, egoístas, desmerecedores dos valores tradicionais e outra chuva de “defeitos”. Primeiro ponto: Os articulistas vêm de outras gerações, e um traço forte de uma geração é não reconhecer o valor da outra, como disse no início do texto. Segundo ponto: os “defeitos” que conhecemos em outras datas, se tornam qualidades em tempos diferentes.

Geração mimimi, sim!

O fato é que o jovem é desmerecido, nivelado por baixo, reconhecido como aquele que não lê textos longos, que não tem boa memória, que não permanece no emprego. Mas vejo essa geração como aquela que pode escolher o que lê, o que interessa.

Não têm boa memória, pois contam com recursos tecnológicos para memorizar em seu lugar e não permanece no emprego, pois estão sempre a procura de algo melhor. A nova geração é desvalorizada, e estamos presos demais aos nossos hábitos de vida e profissionais para reconhecermos novos valores comportamentais.

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O “jovem chato”, “cheio de mimimi” de hoje, é aquele que questiona tudo sim, discorda do que vê, e, sobretudo, aquele que fala: o que quer, onde quer, por razão ou sem razão.

E olha quanta beleza existe nisso! Nunca houve em nenhuma das gerações passadas.

As gerações anteriores devem saber e aceitar que a nova geração está focada em si mesmo, e, focando-se neles mesmos, conseguem enxergar as diferenças que existem entre si e o outro, e as suas diferenças interiores.

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Nós ainda vemos isso como desvantagem, enquanto há possibilidades infinitas de traços positivos que eles trarão ao mundo, no sentido de se envolver apenas com suas próprias curiosidades e interesses. São a geração da personalização de tudo, da compreensão do mundo através de sua própria visão.

Estamos nos tempos do envolvimento em todos os movimentos criados anteriormente e que não ganharam a força que podiam ou pretendiam, como a consciência racial, social, de gênero. Tempo de estranhamento político, de busca pela aceitação em todos os níveis.

São essas pessoas que questionam a educação, as formas de entretenimento, o mundo, o seu lugar nele. É a geração que tem informação pulverizada sobre todas as coisas e, sabendo disso, pode escolher o que quer. São aqueles que baixam o que querem, e deletam o que não interessa. Essa é a geração da busca, e seria injustiça não reconhecer as qualidades que ela tem.

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  • Jean Michell

    Eu concordaria com tudo isso, se o “mimimi” fosse realmente tão funcional e proveitável quanto esse texto faz parecer que é. A verdade é que esse “mimimi” na maioria das vezes não passa de gente insuportável que acha que o mundo tem que ser do seu jeito, e que todas as pessoas devem concordar com você e que ninguém deveria fazer algo que você não gosta que faça. É uma geração vitimista, cuja a vida é uma jornada até a próxima coisa que pode ser usada ao seu favor em nome do vitimismo. É uma geração que não se contenta com os problemas reais, e criam problemas inexistentes que não afetam a vida de ninguém mas que eles insistem em dizer que o FBI tem que dar conta disso (não leve isso pro lado literal), e que tenta iniciar uma revolução em nome de todas as pessoas que não gostam de uva passa no arroz. (você entendeu)

  • Bryan Mills

    Boa! Muita gente que em vez de viver a vida, fica (pode levar no sentido literal) criando problemas, e acreditam cegamente neles, desperdiçam tempo precioso da vida pra solucionar uma paranoia com questões de gênero, etnia, o que quer que seja. E é chato pra caralho isso, desgastante e não leva a nada. Fazem por excesso de tempo livre, falta de ocupação ou sei lá o por quê. E por isso eu concordo com uma frase do John Wayne, “Life is hard. It’s harder when you’re stupid.”. Paz.

  • KinoREN.

    Disse tudo e mais um pouco

  • Luiz Antonio Bezerra

    Acontece que o problema não é a questão de questionar. É a questão de não saber debater, de não saber respeitar diferenças de opiniões, de se vitimizar e vitimizar os outros, de reclamar e apenas reclamar, sem agir para melhorar a situação. Fora os típicos “valentões” de facebook.
    Por exemplo, num debate sobre política, você vai ver a pessoa xingando o candidato ou partido X, assim como seus eleitores, em vez de apresentar fatos e argumentos. E quando a pessoa apresenta fatos e argumentos, não aceita que sejam questionados ou contestados, pois considera isso uma agressão, um “desrespeito” à sua opinião. Quando recebe um argumento decisivo ou incontestável, simplesmente o ignora e passa rapidamente para outra questão.

  • Eduardo Preto

    Frouxos é a palavra.

  • Alex Patry

    Concordo com Jean MIchell e com o Luiz Antonio Bezerra…valorização do mimimi como se ele fosse realmente funcional…”personalização de tudo”? Tá bom…parece mais uma supervalorização da opinião como verdade absoluta, reflexo de um egocentrismo exagerado pela forma como essa geração tem sido formada, todos são muito solidários…até a pagina 2…desde que suas próprias opiniões e pseudo-crenças sejam preservadas. Todos que befícios mas sem mudanças reais. Já houveram outras gerações mais abertas ao novo….

  • Leonardo

    valentões de facebook, o termo perfeito kkkkk

  • Fernanda Gomes

    olha, um dos pires textos que infelizmente parei pra ler. tão sem conteúdo quanto a geração que defende. Tudo o que citou as outras gerações também questionaram, mas não pararam por aí, fizeram algo para mudar, porque dizer que é ruim por hábito é qualificação de geração? fora tantas outras coisas que nem perco o tempo para debater porque é useless!!!!