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7 razões para jogar Beyond Two Souls

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David Cage, o criador e roteirista de títulos como Fahrenheit/Indigo Prophecy (2005) e Heavy Rain (2010), conseguiu novamente impressionar e tocar emocionalmente os que interagem com suas obras.

Beyond Two Souls traz Ellen Page no papel de Jodie, uma garota que tem sua alma ligada à uma entidade chamada Aiden. Como de costume nas empreitadas de Cage, Beyond tende mais para ser um filme do que um game. A narrativa é contada como se fosse uma grande saga.

7 razões para você jogar Beyond Two Souls

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1 – Ficção de primeira

David Cage trabalhou com elementos sobrenaturais no passado, com Indigo Prophecy. Mas de forma bastante branda. Enquanto Heavy Rain é um game sério que reflete a realidade em um thriller policial, Beyond pende mais para a ficção com menos ligação com a realidade.

É isso é ótimo. Acompanhar uma narrativa encoberta de mistérios e que oferece uma conclusão realmente satisfatória –  uma não, várias – é tudo o que você quer esperar de uma história sólida para um videogame.

2 – Gráficos maravilhosos

O visual é de cair o queixo. Há muitos momentos em que dá facilmente para confundir com um filme com cenas reais. A iluminação, texturas, ambientes fechados e abertos, de dia ou de noite, as feições, detalhes da pele, cabelo, barba e todos os mínimos detalhes foram bem trabalhados.

Se os gráficos estão tão belos ainda no PlayStation 3, dá para imaginar o que a desenvolvedora Quantic Dream nos reserva no PlayStation 4.

3 – Grandes emoções

Ellen Page e Willem Dafoe entregam uma experiência realmente emocionante em Beyond Two Souls. Prepare-se para ter pena, raiva, felicidade, nojo, euforia, ódio e mais uma parcela de sentimentos ao acompanhar Jodie em diversos momentos de sua agitada vida.

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4 – Direto ao ponto

Como a jogabilidade é simplificada, não há muitos esforços a serem feitos. Digamos que toda a sua concentração, capacidade e inteligência estará focada na narrativa e em como a história desenrola. Isso é ótimo, pois os pedaços de momentos únicos na vida de Jodie compõem um belo quebra-cabeças.

5 – Questões sobrenaturais

Não sabemos qual a crença de Cage, mas em Beyond Two Souls exploramos o contato com o além de uma forma bastante interessante. Jodie tem uma espécie de amigo imaginário real que a ajuda e a atrapalha em praticamente todas as situações de sua vida. Essa entidade é poderosa e transforma a protagonista em uma espécie de Carrie: A Estranha.

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6 – Decisões e bullying

Beyond oferece diversas opções para o desenrolar da história e as escolhas refletem como a narrativa seguirá. Como se trata de uma adolescente diferenciada, ela sofre bullying. Aí o jogador tem a bacana chance de “se vingar” por ela e usar Aiden para “tocar o terror” em tudo.

7 – Falta de linearidade

O jogo acontece por capítulos em que cada um deles apresenta uma parte da história de Jodie contado de maneira não-linear. Vamos descobrindo a história por meio de uma colcha de retalhos e, por conta disso, temos um leque de missões realmente vasto, que vão desde parir uma criança até participar de um treino militar.

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E uma razão para NÃO jogar…

Se você é do tipo que só gosta de jogos rápidos, cheios de ação e com os famosos “smash buttons”, que é socar o botão até eliminar tudo e todos, pode ser que Beyond não te agrade. Não trata-se de um jogo como os outros.

A narrativa de Beyond tem muito mais peso que o gameplay. Este, por sua vez, acaba ficando em terceiro plano, perdendo prioridade para os gráficos e o enredo. Portanto, se você fica entediado fácil quando não usa muito o joystick, nem adianta jogar. Assista o trailer com o gameplay:

*Colaborou Paula Romano

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Jornalista, co-fundador do Geekness. Foi editor do GamesBrasil, TechGuru e BABOO e repórter das revistas MOVIE, EGW e Nintendo World. Curta o Geekness no Facebook!