Críticas de Games

Road Redemption é o jogo que os fãs de Road Rash esperavam há décadas

Depois de 20 anos, um game que faz juz ao clássico da EA

Todo fã de Road Rash espera um jogo do gênero há pelo menos 20 anos. Eu sou um desses caras e, por isso, fiquei de olho logo que Road Redemption foi anunciado como uma campanha no Kickstarter.

A desenvolvedora Pixeldash Studios revelou o game como um sucessor espiritual de Road Rash e prometeu tudo o que os clássicos games da EA ofereceu no passado. E agora que a gente colocou as mãos no título, podemos dizer que entregaram não só a diversão que os títulos antigos tinha, mas muito mais.

Motos em alta velocidade e pancadaria

Road Redemption é um jogo extremamente simples e prático que oferece modos de jogo como campanha para um jogador e modalidades multiplayer — como coop em tela dividida para até quatro jogadores ou online.

Tudo gira em torno de corridas de motos com a presença de pancadaria, colisões e explosões. Seu personagem (assim como os oponentes) possuem armas como canos, espadas, ripas com pregos, explosivos e até metralhadoras e calibres 12. Além de ter a possibilidade de agarrar os oponentes e usar o chute para tirá-los da pista.

Basicamente é uma homenagem e tanto ao Road Rash, com um gameplay viciante e, no geral, um título leve e bem trabalhado.

A ação é desenfreada e embalada de sons de metal. Permite não só disputar corridas como balancear entre pancadas e estratégias, já que as missões são variadas e interessantes.

Entre os objetivos que você pode encontrar estão eliminar um número específico de inimigos, vencer corridas até a terceira posição, explodir comboios inimigos, matar chefões de gangues, atravessar corridas em pistas no topo de prédios e até viajar em uma dimensão paralela e psicodélica onde carros caem do céu.

Cada missão da experiência e dinheiro. Com o dinheiro, você compra itens que aprimoram o personagem durante a campanha vigente, como aumento de dano, melhorias de armas ou recuperação de vida. Já a experiência é acumulada para ser usada depois do Game Over, quando você compra melhorias que ficam para sempre. E assim segue: você começa uma nova campanha, joga até morrer, adquire experiência e melhora o seu personagem para começar outra campanha — até finalmente sobreviver e terminar todas as missões.

Isso traz um senso de progressão e torna o jogo com um fator replay altíssimo.

A campanha é onde está o foco do game, levando em conta o genial modo rogue-like inserido em um jogo de corridas e porradas de motos.

Como é de se esperar em um game como esses, não há um foco profundo na história e nem um roteiro trabalhado. A premissa é simples: você faz parte de uma gangue de motoqueiros em busca de uma recompensa ao eliminar um líder de gangue oponente. Você não vai precisar de nada mais do que isso em quesito roteiro.

O novo Road Rash

Não estamos falando de um jogo AAA, portanto, não espere maravilhas gráficas e um jogo extremamente pesado que ocupa gigabytes no seu HD. Isso, a meu ver, é um ponto muito positivo, pois quase qualquer computador atual ou até notebooks com uma placa gráfica rodam no máximo a 60 FPS. Mas há quem reclame dos gráficos, por parecer um jogo da geração passada (Xbox 360, PS3).

A física também não é o ponto forte do jogo. Frequentemente nos vemos presos em obstáculos fora da pista e o sistema de colisão às vezes prega algumas peças. Mas é outro ponto que não elimina a diversão como um todo, já que para voltar à pista basta pressionar um botão.

Como o foco do game está na pancadaria e em terminar as corridas, você nem vai se preocupar com a qualidade gráfica e com eventuais erros, levando em conta a diversão extrema de cada corrida.

No final das contas, Road Redemption é tudo o que um admirador da série Road Rash esperava após muitos e muitos anos sem um jogo do gênero no mercado. Traz toda a atmosfera retrô do game abandonado pela EA e introduz novos conceitos sem complicar demais. Uma ótima maneira de reviver um grande clássico.

Road Redemption

 

 

 

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Jornalista, co-fundador do Geekness. Foi editor do GamesBrasil, TechGuru e BABOO e repórter das revistas MOVIE, EGW e Nintendo World. Curta o Geekness no Facebook!