Slipknot: som pesado, teatro e muito carisma no show em SP

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Foto: Flávio Croffi

Assim como o System of a Down, o Slipknot deu uma pequena estendida do Rock in Rio para São Paulo neste domingo, 27 de setembro, para agraciar os fãs do metal com seu som poderoso, diversificado e extasiante.

Quem abriu a noite foi o Mastodon, com seu som consistente, cheio de solos e reviravoltas na bateria. Infelizmente, os caras foram atrapalhados pela forte chuva que caiu sobre a cidade. O show durou apenas cerca de 30 minutos, pois o palco ficou molhado.

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Foto: Flávio Croffi
Foto: Flávio Croffi/GEEKNESS
Foto: Flávio Croffi

Slipknot e o seu castelo do mal

O Slipknot, como de costume, traz uma grande produção para seus shows. Desta vez, não só com os tambores que se movimentam e giram, mas com um cenário de castelo de terror.

A apresentação começou com “XIX” e “Sarcastrophe”, do mais recente disco da banda, “.5: The Gray Chapter”, que presta homenagem direta a Paul Gray, ex-baixista da banda que morreu em 2010.

O vocalista Corey Taylor com seu carisma logo cativa o público com agradecimentos e questiona a todos se estão felizes por eles estarem de volta. A resposta, claro, é um grito em coro em alto e bom som. “Yeaaah”.

“The Heretic Anthem”, “Psychosocial” e “The Devil in I” dão continuidade ao show e são seguidas de uma mescla de músicas novas e velhas da banda, como “Wait and Bleed” e “Spit it Out”, quando tradicionalmente todo o público é convidado a agachar até que Corey diga: “Jump the Fuck Up!”.

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Foto: Flávio Croffi

Corey chama os brasileiros de “família”, e logo faz uma declaração ao público de São Paulo: “Posso estar enganado, posso mesmo. Mas esta plateia está entre as três que cantam mais alto em toda a história de apresentações do Slipknot”. Com este gancho, convidou todos a quebrar esta marca e serem a plateia “número um” da lista.

O músico é tão carismático que muitas vezes (ao menos mais de três), pediu para que a plateia gritasse a aplaudissem seus amigos do Mastodon, que por problemas climáticos tiveram problemas em concluir a apresentação de abertura.

É interessante notar que, em meio a tantos hits dos 20 anos de trajetória da banda, o Slipknot se mantém extremamente enérgico e com um show impecável. A interação e a parte teatral do grupo são realmente fascinantes – e é o que torna a experiência tão única.

Cada um dos integrantes tem uma forma de se portar e transparece as suas máscaras de horror. Sid Wilson, o DJ, pula, corre, dança por todo o palco e o tempo todo. Mick Thompson, o guitarrista, se mantém estático, com poses de “malvadão”. O que falar de Chris Fehn e Shawn Clown Crahan, montados em seus enormes tambores? Batem a cabeça freneticamente e dão um tom tribal para toda a apresentação.

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Foto: Flávio Croffi

Quem deixa um pouco de saudade é Joey Jordison, ex-baterista que saiu da banda em 2013 por desavenças com os outros integrantes. Jay Weinberg, o novo batera, é excelente e não deixa nada a desejar. Mas Joey oferecia um som e técnica singular.

O show termina com “Custer”, “SIC”, “People = Shit” e “Surfacing”, deixando um fiel público de cerca de 15 mil pessoas já com saudades, a espera de uma nova apresentação.

Afinal, o legal do Slipknot não está apenas no som. Está na atitude, no teatro, nas críticas de suas letras e, principalmente, em como eles recebem o público. Um show sensacional.

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